26 março 2010

Outra face de um palhaço

Era uma noite escura e fria,
Ruas desertas,janelas e portas abertas,
Chovia.Ele estava alí,sentado
Da janela do meu quarto o via.

Cheio de si ,sentia-se vazio,
Procurando algo para preencher
As entranhas de um coração amargo,
Endurecido por um tempo sombrio.

Corpo esguio e uma lívida face,
Os olhos profundos não são um disfarce,
De alguém que suposta alegria tem.

Tendo como inimigo o tempo,
Vendo a vida escorrer por entre os dedos,
Será que o homem encontrará seu caminho ?


 Yhandra Karine

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