12 julho 2010

Auto-julgamento

Sou réu sem fim,
ai de mim!
que nos destroços
desenterrei coisas ruins,
ai de mim!

e nesse embaraço,
coração de aço transformou-se em carne
e sentiu o peso de ser mau assim
ai de mim!

a alma vertida em lágrimas,
pelo medo intenso de ser esse o fim.
Anseio de mudança é insuficiente,
ai de mim!

e se a dor aguda me perfura assim:
réu assumido, sem contestação
ai de mim!


Nathália Monte

Um comentário:

vivi disse...

nossa naty
fiquei sem palavras
uma verdade muito constante.